Quem somos – pataxo.com.br

Somos o povo Pataxó. Vivemos no Extremo Sul da Bahia e Minas Gerais, na terra do Monte Pascoal e do litoral de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália e em Prado e Itamaraju. Carregamos na memória o Fogo de 51 e uma longa história de resistência, e seguimos vivos, falando nossa língua, cuidando do nosso território e recebendo quem quer nos conhecer com respeito.

Por que este site existe

Durante muito tempo, nossa história foi contada por outras vozes. Este site nasceu para que a palavra seja nossa.

Aqui reunimos a história do povo Pataxó, a língua Patxôhã e a LIPS (Língua Indígena Pataxó de Sinais), nossa cultura, o etnoturismo, o artesanato, o Museu Indígena e os artigos que ajudam estudantes, professores e visitantes a nos entender melhor. Também queremos que o site gere renda e parcerias para as nossas comunidades.

O que nos move

  • Missão: registrar e compartilhar a história e a cultura Pataxó com a nossa própria voz.
  • Visão: ser a principal referência digital sobre o povo Pataxó, acessível a todas as pessoas, inclusive pessoas surdas e com deficiência.
  • Valores: respeito aos mais velhos e à ancestralidade, protagonismo indígena, autonomia, coletividade, sustentabilidade e acolhimento.
Karkaju Pataxó
Karkaju Pataxó

Quem idealizou e criou este site

Meu nome é Karkaju Pataxó. Nasci em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, sou liderança do povo Pataxó e idealizei e criei este site.

Minha caminhada começou no etnoturismo. Ainda no fim dos anos 1990, presidi a Associação Pataxó de Ecoturismo (ASPECTUR) e levei o Etnoturismo Pataxó e o nosso artesanato a feiras e congressos no Brasil, Alemanha e em Portugal. Fui Secretário Municipal de Assuntos Indígenas em Santa Cruz Cabrália e Gerente de Assuntos Indígenas em Porto Seguro, onde aprendi, na prática, como as políticas públicas chegam (ou deixam de chegar) às aldeias.

Estudei Formação Intercultural para Educadores Indígenas na UFMG e cursei o mestrado em Estado e Sociedade na UFSB (trancado), sempre pesquisando os Jogos Indígenas Pataxó como patrimônio cultural imaterial do nosso povo. Participei da organização de várias edições dos Jogos Indígenas Pataxó, Jogos dos Povos Indígenas e do 1º Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em 2015. Em 2022, fui reconhecido com o título de Notório Saber pela UFSB. Publiquei livros e capítulos sobre etnicidade, direitos e educação, entre eles uma reflexão sobre os desafios de implementar a Lei nº 11.645, que torna obrigatório o ensino da história e cultura indígena nas escolas.

Também conto nossa memória em imagens. Escrevi o roteiro de Memórias do Fogo de 1951 e de Pataxó x Botocudos, e fiz a produção executiva do filme Naô Xohã (espírito guerreiro), que estreou em Porto Seguro em 8 de fevereiro de 2026. Participei da organização das Vigílias do Manto Sagrado Tupinambá, em 2024 e 2025, e da recepção e restituição do Manto ao povo Tupinambá. Essas e outras iniciativas receberam prêmios como o Cultura na Mão (2021), o Cultura na Palma da Mão (2022), o Memórias do Povo Pataxó (Prefeitura de Porto Seguro, 2023) e o Naô Xohã (Governo da Bahia, 2024).

Hoje atuo no Ministério dos Povos Indígenas, como Coordenador-Geral de Promoção a Políticas Culturais, depois de coordenar as áreas de Saberes Indígenas e de Esporte e Lazer. Integro o Conselho Nacional de Turismo e o Conselho Consultivo do IPHAN.

Tudo isso tem um fio só: levar a voz e os direitos do povo Pataxó para onde as decisões são tomadas, e levar quem quiser aprender até as nossas aldeias. Este site é uma das formas de fazer isso, e é nosso.

Como usar o que está aqui

Os textos, imagens, grafismos e saberes deste site pertencem ao povo Pataxó. Você pode ler, estudar, compartilhar o link e citar a fonte. Para usar imagens, grafismos ou conteúdos em publicações, produtos ou projetos comerciais, entre em contato antes e peça autorização.

Fale conosco

Quer visitar as aldeias, comprar artesanato, propor uma parceria ou tirar uma dúvida? Escreva para contato@pataxo.com.br.

Este site é uma iniciativa do povo Pataxó. Os conteúdos aqui publicados não representam posição oficial de nenhum órgão público.